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	<title>Quaresma &#8211; Salesianos de Mogofores</title>
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	<description>Website da presença salesiana de Mogofores e das suas valências: colégio, santuário, ArtiSport e Paróquia.</description>
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		<title>V Pregação da Quaresma 2023 “Tende coragem, eu venci o mundo!”</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Apr 2023 16:01:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Pregação Quaresmal 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[O pregador da Casa Pontifícia, cardeal Raniero Cantalamessa, OFMCap, propôs à Cúria Romana, nesta sexta-feira, 31 de março, a quinta pregação da Quaresma intitulada “Tende coragem, eu venci o mundo!” No início da pregação, o purpurado convidou os presentes a fazerem uma oração pelo Papa Francisco. “Tende coragem, eu venci o mundo!”: Quinta Pregação da [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">O pregador da Casa Pontifícia, cardeal Raniero Cantalamessa, OFMCap, propôs à Cúria Romana, nesta sexta-feira, 31 de março, a quinta pregação da Quaresma intitulada “Tende coragem, eu venci o mundo!” No início da pregação, o purpurado convidou os presentes a fazerem uma oração pelo Papa Francisco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Tende coragem, eu venci o mundo!”</strong>: <strong>Quinta Pregação da Quaresma de 2023</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“No mundo, tereis aflições, mas tende coragem! Eu venci o mundo!” (Jo 16,33). Santo Padre, Veneráveis Padres, irmãos e irmãs, estas estão entre as últimas palavras que Jesus dirige aos seus discípulos, antes de se despedir deles. Elas não são o habitual “Tende coragem!” dirigido a quem fica, da parte de alguém que está prestes a partir. Acrescenta, de fato: “Não vos deixarei órfãos, venho a vós” (Jo 14,18).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que significa “venho a vós”, se está para deixá-los? De que modo e com que veste virá e permanecerá com eles? Se não entendermos a resposta a esta pergunta, jamais entenderemos a verdadeira natureza da Igreja. A resposta está presente, como uma espécie de tema recorrente, nos discursos de adeus do Evangelho de João e é bom, por uma vez, escutar seguidamente os versículos em que ela se torna a nota dominante. Façamo-lo com a atenção e a emoção com que os filhos escutam as disposições do pai acerca do bem mais precioso que está prestes a lhes deixar:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>E eu pedirei ao Pai, e Ele vos dará um outro Paráclito, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê, nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e está em vós (14,16-17).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Ora, o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em Meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que Eu vos tenho dito (14,26).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Quando vier o Paráclito, que Eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade que procede do Pai, Ele dará testemunho de Mim. E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo (15,26-27).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>É bom para vós que Eu vá. Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós, mas se eu for, Eu o mandarei a vós (16,7).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de suportá-las agora. Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, então Ele vos guiará a toda a verdade. Ele não falará de si mesmo, mas dirá tudo quanto tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vos anunciará (16,12-14).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que é, e quem é o Espírito Santo que ele promete? É ele mesmo, Jesus, ou um outro? Se é ele mesmo, por que diz em terceira pessoa: “Quando vier o Paráclito&#8230;”; se é um outro, por que diz em primeira pessoa: “Venho a vós”? Tocamos o mistério da relação entre o Ressuscitado e o seu Espírito. Relação tão estreita e misteriosa, que São Paulo parece às vezes identificá-los. Escreve, de fato: “O Senhor é o Espírito”, mas logo acrescenta sem solução de continuidade: “e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2Cor 3,17). Se é o Espírito do Senhor, não pode ser, pura e simplesmente, o Senhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta da Escritura é que o Espírito Santo, com a redenção, tornou-se “o Espírito de Cristo”; é o modo com que o Ressuscitado assim opera na Igreja e no mundo, tendo sido, “segundo o Espírito de santidade, constituído Filho de Deus com poder, desde a ressurreição dos mortos” (Rm 1,4). Eis porque Ele pode dizer aos discípulos: “É bom para vós que Eu vá” e acrescentar: “não vos deixarei órfãos”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/04/Raniero-Catalamessa-2-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-12441" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/04/Raniero-Catalamessa-2-1024x576.jpg 1024w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/04/Raniero-Catalamessa-2-300x169.jpg 300w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/04/Raniero-Catalamessa-2-768x432.jpg 768w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/04/Raniero-Catalamessa-2.jpg 1400w" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos libertar-nos completamente de uma visão da Igreja, que foi se formando pouco a pouco e se tornou dominante na consciência de muitos fiéis. Eu defino-a uma visão deísta ou cartesiana, pela afinidade que ela tem com a visão do mundo do deísmo cartesiano. Como era concebida a relação entre Deus e o mundo nessa visão? Mais ou menos assim: Deus, no início, cria o mundo e depois retira-se, deixando que se desenvolva com as leis que Ele deu; como um relógio, ao qual foi dado corda suficiente para funcionar indefinidamente por conta própria. Cada nova intervenção de Deus atrapalharia esta ordem, razão pela qual os milagres são considerados inadmissíveis. Deus, ao criar o mundo, faria como alguém que dá um leve tapa em um balão de gás e o impulsiona para o ar, permanecendo ele por terra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que significa esta visão aplicada à Igreja? Que Cristo fundou a Igreja, dotou-a de todas as estruturas hierárquicas e sacramentais para funcionar, e depois a deixou, retirando-se em seu céu, no momento da Ascensão? Como alguém que empurra um pequeno barco ao mar, permanecendo ele à margem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não é assim! Jesus subiu no barco e está dentro dele. É preciso levar a sério as suas últimas palavras, em Mateus: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20). A cada nova tempestade, inclusive as hodiernas, Ele nos repete o que disse aos apóstolos no episódio da tempestade acalmada: “Por que tendes medo, fracos na fé?” (Mt 8,26). Não estou convosco? Posso Eu afundar? Pode afundar no mar aquele que criou o mar?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Notei com alegria que, no Anuário Pontifício, sob o nome do Papa, está apenas o título “Bispo de Roma”; todos os demais títulos – Vigário de Jesus Cristo, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Primaz da Itália, etc. – são elencados como “títulos históricos” na página seguinte. Parece-me justo, sobretudo em relação a “Vigário de Jesus Cristo”. Vigário é alguém que faz as vezes na ausência do chefe, mas Jesus Cristo jamais se ausentou e jamais se ausentará da sua Igreja. Com a sua morte e ressurreição, ele se tornou “Cabeça do corpo, que é a Igreja” (Cl 1,18), e assim continuará a ser até o fim dos tempos: o verdadeiro e único Senhor da Igreja.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando não podemos presenciar algum evento pessoalmente, normalmente dizemos: “Estarei presente espiritualmente!”, o que não é de grande consolação ou ajuda a quem nos convidou. Quando dizemos que Jesus está presente “espiritualmente”, esta presença espiritual não é uma forma menos forte daquela física, mas infinitamente mais real e eficaz. É a presença dele ressuscitado, que age no poder do Espírito, age em todo tempo e lugar, e age dentro de nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se, na atual situação de crescente crise energética, se descobrisse a existência de uma fonte de energia nova, inesgotável; se finalmente se descobrisse como utilizar à vontade e sem efeitos negativos a energia solar, que alívio seria para a humanidade inteira! Pois bem, a Igreja tem, em seu campo, uma semelhante fonte inesgotável de energia: o “poder do alto”, que é o Espírito Santo. Jesus pôde dizer dele: “Até agora, nada pedistes em meu nome. Pedi e recebereis, para que vossa alegria seja completa (Jo 16,24).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há um momento na história da salvação que se aproxima das palavras de Jesus na última ceia. Trata-se do oráculo do profeta Ageu. Diz:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>No sétimo mês, no vigésimo primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor por meio do profeta Ageu, nestes termos: “Dize a Zorobabel, filho di Sealtiel, governador de Judá, a Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote, e a todo o resto do povo: Quem é dentre vós o sobrevivente que viu esta Casa na sua primeira glória? E como vós a estais vendo agora? Tal como está, não é como nada a vossos olhos? Agora, sê forte, Josué, filho de Zorobabel, oráculo do Senhor, sê forte, Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote, sê forte, todo povo da terra – oráculo do Senhor – e trabalhai! Pois eu estou convosco, oráculo do Senhor dos exércitos&#8230; meu espírito permanecerá em vosso meio; não temais!” (Ag 2,1-5).</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra de Deus, uma vez pronunciada, volta a ser ativa e atual cada vez que é novamente proclamada. Não é uma simples citação bíblica. Somos nós agora “este povo” ao qual é dirigida a palavra de Deus. O que são para nós, hoje, “as casas revestidas” (algumas traduções dizem: “bem decoradas”) em que somos tentados a permanecer tranquilos? Vejo três casas concêntricas, uma dentro da outra, das quais devemos sair para subir ao monte e reconstruir a casa de Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira casa bem revestida, cuidada e decorada, é o meu “eu”: a minha comodidade, a minha glória, a minha posição na sociedade ou na Igreja. É o muro mais difícil de derrubar, o melhor dissimulado. É tão fácil minha honra se passar pela honra de Deus e da Igreja; o apego às minhas ideias, pelo apego à verdade pura e simples. Quem fala, neste momento, não pensa em fazer exceções. Estamos dentro desta nossa casca assim como o bicho-da-seda em seu casulo: ao seu redor tudo é seda, mas se o bicho-da-seda não romper o casulo, permanecerá lagarta e jamais se tornará borboleta que voa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas deixemos de lado este assunto, tendo tantas ocasiões para ouvir falar dele. A segunda casa bem revestida, da qual sair para ir trabalhar na “casa do Senhor”, é a minha paróquia, a minha ordem religiosa, movimento ou associação eclesial, a minha Igreja local, a minha a diocese&#8230; Não vamos interpretar equivocadamente. Ai de nós se não tivéssemos amor e apego a estas realidades particulares, nas quais o Senhor nos colocou e das quais sejamos até responsáveis.&nbsp; O mal está em absolutizá-las, não ver para além delas, não nos interessarmos por outras, criticando e desprezando quem não compartilha com elas. Perder de vista, enfim, a catolicidade da Igreja. Esquecer, frequentemente diz o Santo Padre, que “o todo é mais do que a parte”. Somos um só corpo, o corpo de Cristo, e, no corpo, afirma Paulo, “se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele” (1Cor 12,26). O sínodo deveria servir também para isto: a de nos tornarmos conscientes e partícipes dos problemas e das alegrias de toda a Igreja Católica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas vamos à terceira casa bem revestida. Sair dela ficou mais difícil pelo fato de que, por séculos, foi-nos inculcado que sair dela seria pecado e traição. Li recentemente, por ocasião da Semana de oração pela unidade dos cristãos, o testemunho de uma mulher católica de um país de religiões diversificadas. Quando jovem, o pároco ensinava que só ao entrar fisicamente em uma igreja protestante se cometia pecado mortal. E suponho que o mesmo se dizia, do outro lado da cerca, ao entrar em uma Igreja católica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falo, naturalmente, da terceira casa bem revestida, que é a denominação cristã particular a que pertencemos, e o faço recordando, ainda recentemente, o extraordinário e profético evento do encontro ecumênico do Sudão do Sul, de fevereiro passado.&nbsp; Todos estamos convictos de que parte da fraqueza da nossa evangelização e ação no mundo deve-se à divisão e à luta recíproca entre cristãos. Verifica-se o que Deus diz, sempre segundo Ageu:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendes em vista muito e eis que há pouco; e que trareis para casa, eu o espalharei com um sopro. E por que isto? – oráculo do Senhor dos exércitos – Por que minha Casa está em ruínas, mas vós, vós correis cada um para sua própria casa (Ag 1,9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus disse a Pedro: “Sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. Não disse: “Construirei as minhas Igrejas”. Deve haver um sentido no qual aquilo que Jesus chama “a minha Igreja” abraça todos os crentes nele e todos os batizados. O apóstolo Paulo tem uma fórmula que poderia desempenhar esta tarefa de abraçar todos aqueles que creem em Cristo. No início da Primeira Carta aos Coríntios, ele estende a sua saudação a: “Todos os que, em todo lugar, invocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1Cor 1,2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos nos contentar, certamente, com esta unidade tão vasta, mas tão vaga. E isto justifica o empenho e o confronto, também doutrinal, entre as Igrejas. Mas nem mesmo podemos desprezar e não levar em conta esta unidade de base que consiste em invocar o mesmo Senhor Jesus Cristo. Quem crê no Filho de Deus, crê também no Pai e no Espírito Santo. É muito verdadeiro o que foi repetido em várias ocasiões: “o que nos une é mais importante daquilo que nos divide”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos em que não podemos deixar de desaprovar o uso que é feito do nome de Jesus e o modo em que é anunciado o Evangelho, pode nos ajudar a superar a rejeição aquilo que São Paulo dizia de alguns que, em seu tempo, anunciavam o Evangelho “por inveja e rivalidade”. “Que importa?” – escrevia aos Filipenses – “De qualquer maneira, com segundas intenções ou com sinceridade, Cristo está sendo anunciado, e com isso eu me alegro” (Fl 1,16-18). Sem esquecer que também os cristãos de outras denominações encontram em nós, católicos, coisas que não podem aprovar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oráculo de Ageu sobre o templo reconstruído conclui com uma promessa radiosa: “Maior será a glória desta futura Casa do que da primeira, diz o Senhor dos exércitos. E neste lugar darei a paz, oráculo do Senhor dos exércitos” (Ag 2,9). Não ousamos dizer que tal profecia se cumprirá também para nós e que a casa de Deus, que é a Igreja do futuro, será mais gloriosa que a do passado, que agora lamentamos; podemos, contudo, esperá-lo e pedi-lo a Deus em espírito de humildade e arrependimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não faltam sinais encorajadores: um entre os mais evidentes é justamente a busca da unidade entre os cristãos. Na entrevista a um jornalista católico, na viagem de retorno do Sudão do Sul, o Arcebispo Welby dizia: “Vemos trabalhar juntas Igrejas que, no passado, eram inimigas declaradas, que se atacavam e queimavam os sacerdotes umas das outras, condenando-se reciprocamente nos mais violentos termos: quando isso acontece, quer dizer que há algo de espiritual que está acontecendo. Há uma libertação do Espírito de Deus que dá grande esperança”[1].</p>



<p class="wp-block-paragraph">A profecia de Ageu que comentei, Veneráveis Padres, irmãos e irmãs, é relacionada a uma recordação pessoal, e lhes peço desculpas, se ouso relembrá-la novamente nesta sede. Faço-o na certeza de que a palavra profética volta a desencadear a sua carga de confiança e de esperança cada vez que é proclamada e escutada com fé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia em que o meu Superior Geral me permitiu deixar o ensino na Universidade Católica, para me dedicar em tempo integral à pregação, na Liturgia das Horas estava a profecia de Ageu que comentei. Após ter recitado o Ofício, vim aqui na Basílica de São Pedro. Queria rezar ao Apóstolo para abençoar o meu novo ministério. A um certo ponto, enquanto estava na praça, aquela palavra de Deus me voltou à mente com força. Voltei-me à janela do Papa no Palácio Apostólico e me pus a proclamar em alta voz: “Coragem, João Paulo II; coragem, cardeais, bispos e todo povo da Igreja: e trabalhai, pois eu estou convosco, diz o Senhor”. Foi fácil fazê-lo, pois chovia e não havia ninguém ao redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poucos meses depois, em 1980, fui nomeado Pregador da Casa Pontifícia e encontrei-me na presença do Papa para iniciar a minha primeira Quaresma. Aquela palavra voltou a ressoar dentro de mim, não como uma citação e uma lembrança, mas como palavra viva para aquele momento. Contei o que tinha feito naquele dia na Praça de São Pedro. Assim, voltei-me ao Papa que, à época, acompanhava a pregação em uma capela lateral, e repeti com força as palavras de Ageu: “Coragem, João Paulo II; coragem, cardeais, bispos e povo de Deus: e trabalhai, pois eu estou convosco, diz o Senhor. O meu Espírito estará convosco”. E, dos olhares, pareceu-me entender que a palavra dava aquilo que prometia: isto é, coragem (ainda que João Paulo II fosse a última pessoa no mundo a quem se tivesse que recomendar para ter coragem!).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, ouso proclamar de novo aquela palavra, sabendo que não se trata de uma simples citação, mas de uma palavra sempre viva, que volta a operar toda vez aquilo que promete. Portanto, coragem, Papa Francisco! Coragem irmãos cardeais, bispos, sacerdotes e fiéis da Igreja Católica, e trabalhai, pois eu estou convosco, diz o Senhor. O meu Espírito estará convosco!”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A todos faço votos de uma Santa Páscoa de paz e esperança.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fr. Cantalamessa,R. (2023, março 31). <em>V Pregação da Quaresma 2023 “Tende coragem, eu venci o mundo!” &#8211; texto integral.</em> Vatican News. <a href="https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2023-03/quinta-pregacao-quaresma-2023-cantalamessa-coragem-venci-mundo.html?utm_source=newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=NewsletterVN-PT" target="_blank" rel="noopener">https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2023-03/quinta-pregacao-quaresma-2023-cantalamessa-coragem-venci-mundo.html?utm_source=newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=NewsletterVN-PT</a></p>
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		<title>A Oração, alimento da vida cristã</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Mar 2023 22:19:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Oração]]></category>
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					<description><![CDATA[A oração na vida cristã é alimento do qual não se pode descuidar. Nesta Quaresma abeiremo-nos cada vez mais da oração, pessoal e comunitária. Procuremos tempo para a oração pessoal, tomemos a Palavra de Deus nas mãos ou, simplesmente, olhemos para o Senhor no Sacrário, Ele estará olhando para nós. Ao tomarmos consciência da nossa [&#8230;]]]></description>
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<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A oração na vida cristã é alimento do qual não se pode descuidar. Nesta Quaresma abeiremo-nos cada vez mais da oração, pessoal e comunitária. Procuremos tempo para a oração pessoal, tomemos a Palavra de Deus nas mãos ou, simplesmente, olhemos para o Senhor no Sacrário, Ele estará olhando para nós.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Ao tomarmos consciência da nossa vida cristã, é impossível não nos darmos conta da necessidade natural da oração. No tempo da quaresma somos convidados a renovar e reforçar nossa vida de oração porque a oração é para a alma como o ar para os pulmões e sobre a qual assenta a sobrevivência humana. O Catecismo da Igreja Católica declara, no nº 2558 que, depois de ter deixado penetrar a fé em nossos corações e nos termos proposto conduzir a nossa vida segundo a proposta de vida de Jesus Cristo,pede aos fiéis que<em> vivam “numa relação viva e pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. E </em>esta relação é a oração”.&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Segundo S. João de Damasceno, a oração: <em>“é a elevação da alma para Deus ou o pedido feito a Deus de bens convenientes”</em>. O Papa Francisco completa esse pensamento, ao afirmar que <em>“a oração, [é] expressão de abertura e de confiança no Senhor: é o encontro pessoal com Ele, que abrevia as distâncias criadas pelo pecado. Rezar significa dizer: ‘Não sou autossuficiente, tenho necessidade de ti, Tu és a minha vida e a minha salvação’”</em> (Homilia, 10.02.2016).</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Essa “elevação da alma” é um gesto de reconhecimento de Alguém que sabemos ser maior do que nós! Isso significa reconhecer nossa pequenez e fragilidade, entendendo-nos necessitados. Desse modo, a oração nos auxilia a crescer na humildade, que não é sem alegria, mas é <em>“a humildade [como] a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus”</em>, retomando um pensamento de Santo Agostinho. Em verdade, <em>“chamamos de ‘oração’ a essa forma de rezar que consiste em pôr-se na presença de Deus durante um tempo mais ou menos longo, em solidão e em silêncio, com o desejo de entrar em íntima comunhão de amor com Ele”</em>.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;<em>Temos que programar alguns hábitos para uma boa vida de oração</em></strong></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="626" data-id="11688" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/Santissimo-Sacramento1-min.jpg" alt="" class="wp-image-11688" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/Santissimo-Sacramento1-min.jpg 1000w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/Santissimo-Sacramento1-min-300x188.jpg 300w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/Santissimo-Sacramento1-min-768x481.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>&nbsp;</strong>O primeiro é a DISPOSIÇÃO INTERIOR. Aliás, <em>“seria perfeitamente ilusório pretender progredir na oração se toda a nossa vida não fosse marcada por um desejo profundo e sincero de nos darmos totalmente a Deus, de moldar o mais possível a nossa vida à vontade divina”</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Outro ponto necessário: a PERSEVERANÇA; pois, uma vez que <em>“a oração cristã é uma relação de aliança entre Deus e o homem em Cristo”. </em>Não nascemos sabendo rezar, S. Paulo é firme nessa afirmação: <em>“não sabemos orar como convém”</em> (Rm 8,26). Então, antes de pretendermos uma oração plena, ou que nos satisfaça, tenhamos em conta que <em>“a qualidade [da oração] será fruto da fidelidade”.</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Outros dois pontos para nos ajudarem na busca de uma vida de oração autêntica são a intenção da nossa oração e a saída ao encontro dos irmãos. A RETA INTENÇÃO significa o querer viver somente para Deus: <em>“Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim”</em>. Concluímos que <em>“devemos fazer oração não pelas satisfações pessoais ou benefícios que nos possa trazer (&#8230;), mas principalmente para agradar a Deus, porque Ele no-lo pede”.</em></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" data-id="11646" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/pobreza-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-11646" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/pobreza-1024x576.jpg 1024w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/pobreza-300x169.jpg 300w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/pobreza-768x432.jpg 768w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/pobreza-1536x864.jpg 1536w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/pobreza-2048x1152.jpg 2048w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/pobreza.jpg 1920w" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="666" data-id="11645" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/confissao1.jpg" alt="" class="wp-image-11645" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/confissao1.jpg 1000w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/confissao1-300x200.jpg 300w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/08/confissao1-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="536" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" data-id="11477" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-01-1024x536.png" alt="" class="wp-image-11477" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-01-1024x536.png 1024w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-01-300x157.png 300w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-01-768x402.png 768w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-01.png 1200w" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="536" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" data-id="11474" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-04-1024x536.png" alt="" class="wp-image-11474" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-04-1024x536.png 1024w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-04-300x157.png 300w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-04-768x402.png 768w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2022/04/leitorado-joao-ensina-sdb-04.png 1200w" /></figure>
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<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A oração realizada com disposição interior, perseverança e reta intenção, sem dúvida NOS CONDUZIRÁ AOS IRMÃOS, pois ela produz frutos, e “<em>não devemos orientar o pensamento para Deus apenas quando nos aplicamos à oração [mental]; também no meio das mais variadas tarefas – como o cuidado dos pobres, as obras úteis de misericórdia ou quaisquer outros serviços do próximo – é preciso conservar sempre vivos o desejo e a lembrança de Deus”</em>.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A oração na vida cristã é alimento do qual não se pode descuidar. Nesta Quaresma abeiremo-nos cada vez mais da oração, pessoal e comunitária.<em>. A escola da oração é a escola da vida, e a escola da vida é o lugar onde fazemos escola de oração”</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Fonte:</em><a href="https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2023-03/catequese-quaresmal-oracao-alimento-vida-crista.html" target="_blank" rel="noopener"><em>https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2023-03/catequese-quaresmal-oracao-alimento-vida-crista.html</em></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ENCONTRO DOS JOVENS NEOCATECUMENAIS EM MOGOFORES</title>
		<link>https://www.mogofores.salesianos.pt/noticias/encontro-dos-jovens-neocatecumenais-em-mogofores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Mar 2023 21:13:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[centro de espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Quaresma]]></category>
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					<description><![CDATA[No passado domingo dia 26 de fevereiro, reuniram-se no Centro de Espiritualidade do Santuário Nacional de Nossa Senhora Auxiliadora os jovens neocatecumenais de Sangalhos, para realizarem o habitual encontro de Quaresma. O objetivo deste encontro é partilhar a caminhada realizada, de modo que a situação de cada um se transforme em motivo de oração da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/03/20230226_171412-1024x881.jpg" alt="" class="wp-image-11999" width="570" height="490" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/03/20230226_171412-1024x881.jpg 1024w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/03/20230226_171412-300x258.jpg 300w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/03/20230226_171412-768x661.jpg 768w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/03/20230226_171412-1536x1322.jpg 1536w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/03/20230226_171412-2048x1763.jpg 2048w" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Maria Inês, responsável pelos jovens neocatecumenais de Sangalhos</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No passado domingo dia 26 de fevereiro, reuniram-se no Centro de Espiritualidade do Santuário Nacional de Nossa Senhora Auxiliadora os jovens neocatecumenais de Sangalhos, para realizarem o habitual encontro de Quaresma. </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">O objetivo deste encontro é partilhar a caminhada realizada, de modo que a situação de cada um se transforme em motivo de oração da parte de todos. Este momento denomina-se rezar de acordo com a partilha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A responsável pelo grupo, Maria Inês, foi antiga aluna dos Salesianos de Mogofores e chegou, inclusive a ser docente nesta mesma instituição. É bom ver como os antigos alunos levam por diante o compromisso com o Reino de Deus, e tornam-se construtores de um mundo mais fraterno. A passagem da Sagrada Escritura que lhes calhou, neste encontro, foi a parábola do Semeador:</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="has-white-color has-pale-cyan-blue-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size wp-block-paragraph">&nbsp;O semeador saiu para semear.&nbsp;Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas.&nbsp;Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda;&nbsp;mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram.&nbsp;Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas.&nbsp;Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta.&nbsp;(Mt 13, 3-8)</p>
</blockquote>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Tal como os jovens neocatecumenais, somos todos convidados, sobretudo neste período de Quaresma, a ouvir a Palavra de Deus de modo mais abundante, deixando-se iluminar por Ela, porque a seu tempo ela sempre frutificará nos corações que A acolhem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>VIA SACRA JMJ 2023</title>
		<link>https://www.mogofores.salesianos.pt/noticias/via-sacra-jmj-2023-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Mar 2023 21:09:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[Salesianos]]></category>
		<category><![CDATA[Via Sacra JMJ]]></category>
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					<description><![CDATA[Os jovens que se preparam para participarem da JMJ 2023 realizaram, no passado dia 24 de fevereiro, a Via Sacra. Atualmente contamos com 41 jovens inscritos da Paróquia de Mogofores, antigos alunos dos Salesianos de Mogofores e jovens do Colégio de Nossa Senhora da Assunção (Anadia). O material utilizado pelos nossos jovens foi enviado pelo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212609-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-11977" width="461" height="614" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212609-768x1024.jpg 768w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212609-225x300.jpg 225w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212609-1152x1536.jpg 1152w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212609-1536x2048.jpg 1536w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212609-600x800.jpg 600w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212609-scaled.jpg 1920w" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os jovens que se preparam para participarem da JMJ 2023 realizaram, no passado dia 24 de fevereiro, a Via Sacra. Atualmente contamos com 41 jovens inscritos da Paróquia de Mogofores, antigos alunos dos Salesianos de Mogofores e jovens do Colégio de Nossa Senhora da Assunção (Anadia). </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O material utilizado pelos nossos jovens foi enviado pelo COD &#8211; Aveiro (Comité Organizador Diocesano), todo ele foi pensado para os jovens e estruturado da seguinte forma: textos da Sagrada Escritura, uma breve meditação e uma oração conclusiva. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Via Sacra iniciou-se pelas 20h30 e durou aproximadamente 40 minutos. Teve como ponto de partida e chegada o Santuário Nacional de Nossa Senhora Auxiliadora, perpassando pelos pórticos que dão acesso ao pátio dos Salesianos.  Contamos com a participação de aproximadamente 12 jovens, para além dos Encarregados de Educação e fiéis da Paróquia de Mogofores. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" src="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212848-1024x577.jpg" alt="" class="wp-image-11978" width="784" height="441" srcset="https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212848-1024x577.jpg 1024w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212848-300x169.jpg 300w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212848-768x432.jpg 768w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212848-1536x865.jpg 1536w, https://www.mogofores.salesianos.pt/wp-content/uploads/sites/9/2023/02/20230224_212848-2048x1153.jpg 2048w" /></figure>
</div>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MENSAGEM DO PAPA FRANCISCOPARA A QUARESMA DE 2023</title>
		<link>https://www.mogofores.salesianos.pt/noticias/strongemmensagem-do-papa-franciscopara-a-quaresma-de-2023-em-strong/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 16:31:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagem do Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Quaresma]]></category>
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					<description><![CDATA[Ascese quaresmal, itinerário sinodal Queridos irmãos e irmãs! Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas coincidem em narrar o episódio da Transfiguração de Jesus. Neste acontecimento, vemos a resposta do Senhor a uma falta de compreensão manifestada pelos seus discípulos. De facto, pouco antes, registara-se uma verdadeira divergência entre o Mestre e Simão Pedro; este [&#8230;]]]></description>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Ascese quaresmal, itinerário sinodal</em></strong></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Queridos irmãos e irmãs!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas coincidem em narrar o episódio da Transfiguração de Jesus. Neste acontecimento, vemos a resposta do Senhor a uma falta de compreensão manifestada pelos seus discípulos. De facto, pouco antes, registara-se uma verdadeira divergência entre o Mestre e Simão Pedro; este começara professando a sua fé em Jesus como Cristo, o Filho de Deus, mas em seguida rejeitara o seu anúncio da paixão e da cruz. E Jesus censurara-o asperamente: «Afasta-te, satanás! Tu és para Mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens» (<em>Mt</em>&nbsp;16, 23). Por isso, «seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte» (<em>Mt</em>&nbsp;17, 1).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evangelho da Transfiguração é proclamado, cada ano, no II Domingo da Quaresma. Realmente, neste tempo litúrgico, o Senhor toma-nos consigo e conduz-nos à parte. Embora os nossos compromissos ordinários nos peçam para permanecer nos lugares habituais, transcorrendo uma vida quotidiana frequentemente repetitiva e por vezes enfadonha, na Quaresma somos convidados a subir «a um alto monte» juntamente com Jesus, para viver com o Povo santo de Deus uma particular experiência de&nbsp;<em>ascese</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ascese quaresmal é um empenho, sempre animado pela graça, no sentido de superar as nossas faltas de fé e as resistências em seguir Jesus pelo caminho da cruz. Aquilo precisamente de que Pedro e os outros discípulos tinham necessidade. Para aprofundar o nosso conhecimento do Mestre, para compreender e acolher profundamente o mistério da salvação divina, realizada no dom total de si mesmo por amor, é preciso deixar-se conduzir por Ele à parte e ao alto, rompendo com a mediocridade e as vaidades. É preciso pôr-se a caminho, um caminho em subida, que requer esforço, sacrifício e concentração, como uma excursão na montanha. Estes requisitos são importantes também para o caminho sinodal, que nos comprometemos, como Igreja, a realizar. Far-nos-á bem refletir sobre esta relação que existe entre a ascese quaresmal e a experiência sinodal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o «retiro» no Monte Tabor, Jesus leva consigo três discípulos, escolhidos para serem testemunhas dum acontecimento singular; Ele deseja que aquela experiência de graça não seja vivida solitariamente, mas de forma compartilhada, como é aliás toda a nossa vida de fé. A Jesus, seguimo-Lo juntos; e juntos, como Igreja peregrina no tempo, vivemos o Ano Litúrgico e, nele, a Quaresma, caminhando com aqueles que o Senhor colocou ao nosso lado como companheiros de viagem. À semelhança da subida de Jesus e dos discípulos ao Monte Tabor, podemos dizer que o nosso caminho quaresmal é «sinodal», porque o percorremos juntos pelo mesmo caminho, discípulos do único Mestre. Mais ainda, sabemos que Ele próprio&nbsp;<em>é o Caminho</em>&nbsp;e, por conseguinte, tanto no itinerário litúrgico como no do Sínodo, a Igreja não faz outra coisa senão entrar cada vez mais profunda e plenamente no mistério de Cristo Salvador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E chegamos ao momento culminante. O Evangelho narra que Jesus «Se transfigurou diante deles: o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz» (<em>Mt</em>&nbsp;17, 2). Aqui aparece o «cimo», a meta do caminho. No final da subida e enquanto estão no alto do monte com Jesus, os três discípulos recebem a graça de O verem na sua glória, resplandecente de luz sobrenatural, que não vinha de fora, mas irradiava d’Ele mesmo. A beleza divina desta visão mostrou-se incomparavelmente superior a qualquer cansaço que os discípulos pudessem ter sentido quando subiam ao Tabor. Como toda a esforçada excursão de montanha, ao subir, é preciso manter os olhos bem fixos na vereda; mas o panorama que se deslumbra no final surpreende e compensa pela sua maravilha. Com frequência também o processo sinodal se apresenta árduo e por vezes podemos até desanimar; mas aquilo que nos espera no final é algo, sem dúvida, maravilhoso e surpreendente, que nos ajudará a compreender melhor a vontade de Deus e a nossa missão ao serviço do seu Reino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência dos discípulos no monte Tabor torna-se ainda mais enriquecedora quando, ao lado de Jesus transfigurado, aparecem Moisés e Elias, que personificam respetivamente a Lei e os Profetas (cf.&nbsp;<em>Mt</em>&nbsp;17, 3). A novidade de Cristo é cumprimento da antiga Aliança e das promessas; é inseparável da história de Deus com o seu povo, e revela o seu sentido profundo. De forma análoga, o caminho sinodal está radicado na tradição da Igreja e, ao mesmo tempo, aberto para a novidade. A tradição é fonte de inspiração para procurar estradas novas, evitando as contrapostas tentações do imobilismo e da experimentação improvisada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caminho ascético quaresmal e, de modo semelhante, o sinodal, têm como meta uma transfiguração, pessoal e eclesial. Uma transformação que, em ambos os casos, encontra o seu modelo na de Jesus e realiza-se pela graça do seu mistério pascal. Para que, neste ano, se possa realizar em nós tal transfiguração, quero propor duas «veredas» que é necessário percorrer para subir juntamente com Jesus e chegar com Ele à meta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira diz respeito à ordem que Deus Pai dirige aos discípulos no Tabor, enquanto estão a contemplar Jesus transfigurado. A voz da nuvem diz: «Escutai-O» (<em>Mt</em>&nbsp;17, 5). Assim a primeira indicação é muito clara: escutar Jesus. A Quaresma é tempo de graça na medida em que nos pusermos à escuta d’Ele, que nos fala. E como nos fala Ele? Antes de mais nada na Palavra de Deus, que a Igreja nos oferece na Liturgia: não a deixemos cair em saco roto; se não podermos participar sempre na Missa, ao menos leiamos as Leituras bíblicas de cada dia valendo-nos até da ajuda da internet. Além da Sagrada Escritura, o Senhor fala-nos nos irmãos, sobretudo nos rostos e vicissitudes daqueles que precisam de ajuda. Mas quero acrescentar ainda outro aspeto, muito importante no processo sinodal: a escuta de Cristo passa também através da escuta dos irmãos e irmãs na Igreja; nalgumas fases, esta escuta recíproca é o objetivo principal, mas permanece sempre indispensável no método e estilo duma Igreja sinodal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ouvir a voz do Pai, «os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados. Aproximando-Se deles, Jesus tocou-lhes dizendo: “Levantai-vos e não tenhais medo”. Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém» (<em>Mt</em>&nbsp;17, 6-8). E aqui temos a segunda indicação para esta Quaresma: não refugiar-se numa religiosidade feita de acontecimentos extraordinários, de sugestivas experiências, levados pelo medo de encarar a realidade com as suas fadigas diárias, as suas durezas e contradições. A luz que Jesus mostra aos seus discípulos é uma antecipação da glória pascal, e é rumo a esta que se torna necessário caminhar seguindo «apenas Jesus e mais ninguém». A Quaresma orienta-se para a Páscoa: o «retiro» não é um fim em si mesmo, mas prepara-nos para viver – com fé, esperança e amor – a paixão e a cruz, a fim de chegarmos à ressurreição. Também o percurso sinodal não nos deve iludir quanto ao termo de chegada, que não é quando Deus nos dá a graça de algumas experiências fortes de comunhão, pois aí o Senho também nos repete: «Levantai-vos e não tenhais medo». Desçamos à planície e que a graça experimentada nos sustente para sermos artesãos de sinodalidade na vida ordinária das nossas comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queridos irmãos e irmãs, que o Espírito Santo nos anime nesta Quaresma na subida com Jesus, para fazermos experiência do seu esplendor divino e assim, fortalecidos na fé, prosseguirmos o caminho com Ele, glória do seu povo e luz das nações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Roma – São João de Latrão, na Festa da Conversão de São Paulo, 25 de janeiro de 2023.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">FRANCISCO</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/20230125-messaggio-quaresima.html" target="_blank" rel="noopener">https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/20230125-messaggio-quaresima.html</a></p>
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